quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Divina, como um rio
Divina, como um rio...
Até dá para voltar atrás em alguns
momentos, mas é preciso ter condições, fôlego e nadar contra as correntezas
naturais do rio da vida e os seus obstáculos (pedras, cachoeiras e resíduos que
acompanham os movimentos e o destino das águas), que, na verdade, são como pedágios
que cobram pela manutenção, mas que também limpam e proporcionam oxigênio à
fórmula divina.
E, mesmo assim, não se pode prever se
margens e praias estarão nos mesmos lugares, e nem se ainda haverá abundância
de peixes.
É por isso que deve existir a tal da
saudade, que é a fonte das boas lembranças e a esperança de novas praias,
margens e mais peixes; e da chegada ao oceano.
Tô aqui, mais velho...tenho boas
lembranças...
Mas em algum momento me torno resíduo
novamente...
As correntezas, cachoeiras e pedras
refazem o seu papel...
Fé e esperança aumentam...
Tomara que eu consiga chegar perto do
oceano...
Mas ainda não consigo sentir a brisa.
É a saudade...
Abraço firme a todos
Fígaro – 81/887
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