quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

35 anos da Verde 81 v 1.0

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Divina, como um rio

Divina, como um rio...

Até dá para voltar atrás em alguns momentos, mas é preciso ter condições, fôlego e nadar contra as correntezas naturais do rio da vida e os seus obstáculos (pedras, cachoeiras e resíduos que acompanham os movimentos e o destino das águas), que, na verdade, são como pedágios que cobram pela manutenção, mas que também limpam e proporcionam oxigênio à fórmula divina.
E, mesmo assim, não se pode prever se margens e praias estarão nos mesmos lugares, e nem se ainda haverá abundância de peixes.
É por isso que deve existir a tal da saudade, que é a fonte das boas lembranças e a esperança de novas praias, margens e mais peixes; e da chegada ao oceano.

Tô aqui, mais velho...tenho boas lembranças...
Mas em algum momento me torno resíduo novamente...
As correntezas, cachoeiras e pedras refazem o seu papel...
Fé e esperança aumentam...
Tomara que eu consiga chegar perto do oceano...
Mas ainda não consigo sentir a brisa.

É a saudade...

Abraço firme a todos


Fígaro – 81/887