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Até dá para voltar atrás em alguns momentos, mas é preciso ter condições, fôlego e nadar contra as correntezas naturais do rio da vida e os seus obstáculos (pedras, cachoeiras e resíduos que acompanham os movimentos e o destino das águas), que, na verdade, são como pedágios que cobram pela manutenção, mas que também limpam e proporcionam oxigênio à fórmula divina. E, mesmo assim, não se pode prever se margens e praias estarão nos mesmos lugares, e nem se ainda haverá abundância de peixes. É por isso que deve existir a tal da saudade, que é a fonte das boas lembranças e a esperança de novas praias, margens e mais peixes; e da chegada ao oceano.
Tô aqui, mais velho...tenho boas lembranças... Mas em algum momento me torno resíduo novamente... As correntezas, cachoeiras e pedras refazem o seu papel... Fé e esperança aumentam... Tomara que eu consiga chegar perto do oceano... Mas ainda não consigo sentir a brisa.
Divina, como um rio...
ResponderExcluirAté dá para voltar atrás em alguns momentos, mas é preciso ter condições, fôlego e nadar contra as correntezas naturais do rio da vida e os seus obstáculos (pedras, cachoeiras e resíduos que acompanham os movimentos e o destino das águas), que, na verdade, são como pedágios que cobram pela manutenção, mas que também limpam e proporcionam oxigênio à fórmula divina.
E, mesmo assim, não se pode prever se margens e praias estarão nos mesmos lugares, e nem se ainda haverá abundância de peixes.
É por isso que deve existir a tal da saudade, que é a fonte das boas lembranças e a esperança de novas praias, margens e mais peixes; e da chegada ao oceano.
Tô aqui, mais velho...tenho boas lembranças...
Mas em algum momento me torno resíduo novamente...
As correntezas, cachoeiras e pedras refazem o seu papel...
Fé e esperança aumentam...
Tomara que eu consiga chegar perto do oceano...
Mas ainda não consigo sentir a brisa.
É a saudade...
Abraço firme a todos
Fígaro – 81/887